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30/11/11

Doce como o mel


Estudamos acabando com  a profecia que envolve a sexta trombeta. As seis trombetas mostraram a queda do Império romano e os juízos que estes impérios sofreram, conforme profetizado.
As trombetas não terminaram, pois falta o estudo da sétima. Porém, o profeta João dá um intervalo entre a sexta e a sétima. O capítulo dez e praticamente todo e o onze descrevem outros acontecimentos históricos e proféticos para o século XIX. Grandes eventos religiosos aconteceram nessa época.
Por isso,  hoje vamos conhecer algumas profecias que foram feitas para esse intervalo de tempo, entre a sexta e a sétima trombeta.
A primeira profecia diz o seguinte: “E a voz que eu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livrinho aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra. E fui ao anjo dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E ele disse-me: Toma-o, e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como o mel. E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como o mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo” (Apocalipse 10:8-10).
No capítulo 10:1 o profeta conta que viu um anjo forte que descia do céu. Ele estaria envolto em uma nuvem e por cima da sua cabeça estava o arco celeste e seu rosto era como o sol, e os pés como colunas de fogo. 
Quem era este anjo? É quase consenso entre os estudiosos do Apocalipse que esse poderoso anjo, que instruiu João não era outro personagem senão o próprio Senhor Jesus Cristo. “Colocando Seu pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra, demonstra a parte que Ele desempenha nas cenas finais da grande controvérsia com Satanás. Esta posição denota Seu supremo poder e autoridade sobre toda a terra” (EGW, Manuscrito, 59,1900).
A nuvem com que Ele estava vestido era a certeza de Sua Presença no movimento que Ele representa nesta profecia. No movimento israelita, que saiu do Egito, Deus estava envolto na nuvem que guiava o povo (Êxodo 14:19-20).
João viu que por cima da sua cabeça estava o arco celeste, representado como “um símbolo da misericórdia de Deus envolvendo a Terra” (Spiritual Gifts, III, 75). “O arco-íris em redor do trono nos céus é também para os filhos de Deus um sinal do concerto de paz. Assim como o arco nas nuvens resulta da união da luz solar e da chuva, o arco acima do trono de Deus representa a união de Sua misericórdia e justiça” (Educação pg.115).
Talvez você aí pergunte, por que o próprio Jesus vem a João para revelar o conteúdo do décimo capítulo do Apocalipse? Jesus vem para garantir que a graça e poder dEle acompanhariam o movimento de reforma para que o sucesso fosse completo e absoluto.
Em Apocalipse 10:2 é apresentado o anjo tendo um livrinho na mão. Este livrinho que o profeta menciona, é o livro de Daniel, que recebeu a ordem de selá-lo até o tempo do fim (Daniel 12:4). Segundo o profeta Daniel, como já estudamos aqui, o tempo do fim iniciaria no ano de 1798 (Daniel 11:40).
Cristo é apresentado em pé, com um pé na terra e outro no mar. Isto mostra a abrangência do que iria acontecer a seguir. Este movimento teria a extensão mundial, atravessaria os continentes (Mateus 24:14; 28:18-19).
O relato profético informa que o livrinho seria comido. Na boca seria doce como o mel e no ventre ou estômago se tornaria amargo. O que isso tudo significa?
Antes de 1844 o livro de Daniel começou a ser estudado ou comido, especialmente o assunto da purificação do santuário e o retorno de Jesus. O estudo foi tão agradável quanto o mel. Uma das profecias mais desafiadoras foi a de Daniel 8:14 (que também já estudamos aqui nesse programa), ou seja, a purificação do santuário celestial depois de 2.300 anos.
Foi entendido, então, que o cumprimento do período profético mais longo da Bíblia, o de 2.300 anos, estava encerrando. Disseminou-se a interpretação de que em 1844, fim dos 2.300 anos, Jesus voltaria para purificar o planeta com fogo. Isso causou uma grande alegria e expectativa.
Entre os muitos estudiosos do assunto, em diferentes lugares do mundo, sem sequer terem se encontrado, estava Guilherme Miller, nos Estados Unidos. “Miller, um pregador da Igreja Batista, e líder desta grande proclamação, teve como cooperadores no movimento outros pregadores de sua igreja e de outras denominações protestantes. Desde 14 de agosto de 1831, data do primeiro sermão de Miller, até 22 de outubro de 1844, Miller pregou intensamente a segunda vinda de Cristo em 1844. Miller tinha o endereço de outros 3.000, no mundo, que anunciavam o segundo advento de Cristo para o ano de 1844”.
A mensagem da volta de Cristo foi anunciada em todos os continentes simultaneamente. Na Alemanha, Inglaterra, França, Suíça, Genebra. Na América do Sul, Manuel de Lacuña, um Jesuíta, escreveu um livro sobre a vinda de Cristo. Outro grande pregador da segunda vinda do Senhor foi José Wolff, um judeu  de origem, nascido na Alemanha, convertido ao cristianismo. Ele pregou a mensagem da segunda vinda de Cristo desde a África até a Índia.
Só que a mensagem, doce como um mel, se tornou amarga, conforme profetizado. Jesus não voltou em 1844, causando grande decepção para todas essas pessoas.
No próximo programa vamos estudar o que aconteceu depois disso. Lembre-se, porém, toda a história da humanidade está sob o controle de Deus. Ele nunca é pego desprevenido. Creia no Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.
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