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24/02/14

Mensagem- Morte

09/12/13

O Evangelismo Morreu - Juninho Lutero

30/11/13

vídeo Precisamos de cristo

A rádio só sucessos sempre compromissada com a palavra de Deus, e com a pregação do evangelho, criamos um vídeo chamado Precisamos de Cristo, que relata a realidade dura e cruel de fome no Piauí.

28/11/13

Arqueólogos encontram “cidade perdida” mencionada nos Evangelhos

Segundo o site acadêmico LiveScience, uma “cidade perdida”, descrita nos Evangelhos, pode finalmente ter sido encontrada. Dalmanuta é o lugar para onde Jesus partiu após ter feito a multiplicação de pães e peixes que alimentou uma multidão. O capítulo 8 de Marcos afirma: O povo comeu até se fartar. E ajuntaram sete cestos cheios de pedaços que sobraram. Cerca de quatro mil homens estavam presentes. E, tendo-os despedido, entrou no barco com seus discípulos e foi para a região de Dalmanuta”.Contudo, a passagem correspondente de Mateus 15:39 diz: “Tendo despedido a multidão, entrou no barco, e dirigiu-se ao território de Magadã”. Essa menção fez com que durante séculos os estudiosos pensarem se tratar da cidade que hoje é chamada de Migdal.Também conhecida por Magdala, está situada ao noroeste do Mar da Galileia, no vale de Genesaré. O local é mais conhecido por sua associação com Maria de Magdala, apelidada de Madalena. Nessa região recentemente foi encontrada as ruínas de uma sinagoga onde Jesus teria estado e talvez pregado, segundo os especialistas.Ken Dark, da Universidade de Reading, cuja equipe descobriu as ruinas dessa cidade defende que se trata de Dalmanuta, uma “cidade perdida” para a arqueologia. Ele e sua equipe querem comprovar a teoria por causa de uma embarcação de 2.000 anos de idade que foi encontrada na região em 1986. Até hoje é o mais famoso artefato associado à área, o famoso “barco de Jesus” poderia não ser de Magdala, mas sim da cidade vizinha de Dalmanuta. Elas ficavam a cerca de 200 metros uma da outra. Isso sugere que os dois evangelistas apontavam para a mesma região, mas não para a mesma cidade.
A exploração encontrou cerâmica antiga e uma série de fragmentos de colunas, incluindo peças esculpidas no estilo coríntio. Os testes de radio carbono permitem que muitos dos artefatos encontrados comprovem sua idade. Alguns deles, ânforas de vidro, indicam que seus antigos habitantes eram ricos. Vestígios de âncoras de pedra, juntamente com a localização próxima à praia, ideal para barcos, indicam que a população se dedicava à pesca. São as ânforas e as âncoras que ligariam a cidade ao chamado “barco de Jesus”.
barco de jesus Arqueólogos encontram cidade perdida mencionada nos Evangelhos
“Barco de Jesus”.
A teoria é apresentada na edição de setembro da revista científica Palestine Exploration. Análises do material indicam que a cidade era próspera e provavelmente sobreviveu por séculos. A data das peças de cerâmica indicam que ela existiu pelo menos entre o primeiro e o quinto século. A comunidade judaica provavelmente vivia ao lado de um povo politeísta, como indicam os fragmentos de vasos de calcário. Segundo Dark, isso seria a realidade da região no início do período de dominação romana.
Embora reconheça não ser possível a comprovação inequívoca que a cidade recém-descoberta é a Dalmanuta bíblica, para ele é um dos poucos nomes de lugares desconhecidos por pesquisadores. Além disso, está no Vale de Genesaré, um sítio arqueológico “amplamente negligenciado”. A pesquisa de Dark utilizou, além do sistema tradicional, fotos tiradas de satélites para estabelecer mudanças na topografia.
Como no campo da arqueologia tudo ocorre muito lentamente e sempre surgem questionamentos, é provável que demore alguns anos antes de as teorias da equipe do doutor Dark sejam totalmente comprovadas. Com informações de RT, Christian Origins e Live Science.

27/11/13

IDOLATRIA ESPIRITUAL


John Wesley

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'Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém'. (I João 5:21)
1. Existem duas palavras que ocorrem diversas vezes nesta Epístola – paidia e teknia, -- às quais nossos tradutores conferiram a mesma expressão: filhinhos. Mas o significado delas é muito diferente. A primeira é muito propriamente atribuída, filhinhos; porque significa bebês em Cristo, -- aqueles que têm testado ultimamente do seu amor, e são, ainda, fracos e instáveis nele. A última, deveria, com mais propriedade, ser atribuída filhos amados: uma vez que ela não denota algo mais do que a afeição do orador por aqueles a quem ele tem procriado no Senhor
2. Um historiador antigo relata, que quando o Apóstolo esteve tão enfraquecido pela idade, não sendo capaz de pregar, ele foi freqüentemente trazido para a congregação, em sua cadeira, e afirmava justamente: 'Amados filhos, amem uns aos outros'. Ele não teria dada um conselho mais importante. E igualmente importante é este que se coloca diante de nós; igualmente necessário para toda parte da igreja de Cristo. 'Amados filhos, mantenham-se distantes de ídolos'. 
3. De fato, existe uma ligação íntima entre eles: Um não pode subsistir sem o outro. Já que não existe um alicerce firme para o amor de nossos irmãos, exceto o amor de Deus; também não existe possibilidade de se amar a Deus, exceto se nos mantivermos longe de ídolos.
I. Mas, quais são os ídolos de que o Apóstolo fala? Esta é a primeira coisa a ser considerada.
II. Nós podemos, então, em Segundo Lugar, inquirir: Como nós podemos nos manter longe deles?
I
1. Em Primeiro Lugar: Quais são os ídolos de que o Apóstolo fala? Eu não imagino que ele queira dizer, pelo menos, não principalmente, os ídolos que eram adorados pelos pagãos. Aqueles para os quais ele estava escrevendo, quer fossem judeus ou pagãos, não estavam correndo muito este risco. Não existe probabilidade de que os judeus agora convertidos tivessem sido, alguma vez, culpados de adorá-los. Tanto quanto os israelitas estiveram profundamente entregues a essa idolatria grave, por muitas eras, eles dificilmente, estiveram, alguma vez, envolvidos nisto, depois de seu retorno do cativeiro babilônico. Desde aquele período, todo o grupo de judeus tinha mostrado uma constante e profunda aversão a isto: E os ateus, depois de terem se voltado, uma vez, para o Deus vivo, tinham pelos seus ídolos anteriores, a mais extrema abominação. Eles abominavam tocar em coisas sujas; sim, eles escolhiam sacrificar suas vidas, a voltarem a adorar aqueles deuses a quem eles agora sabiam tratarem-se de demônios.

2. Nem nós podemos razoavelmente supor que ele fale daqueles ídolos que são agora adorados na Igreja de Roma; quer anjos, ou as almas dos santos mortos; ou imagens de ouro, prata, madeira ou pedra. Nenhum desses ídolos era conhecido na Igreja Cristã, até alguns séculos depois do tempo dos Apóstolos. Uma vez, de fato, o próprio João 'caiu ao chão, para adorar, diante da face de um anjo', que falava com ele; provavelmente confundindo-o, pela sua aparência gloriosa, com o Grande Anjo da Aliança; mas a reprovação severa do anjo, que se seguiu imediatamente, protegeu os cristãos de imitaram aquele mau exemplo: 'Não faças, tu, isto!'. Por mais glorioso que eu posso parecer, eu não sou teu Mestre. 'Eu sou conservo teu, e de teus irmãos, os Profetas: Adora a Deus' (Apocalipse 22:9).
3. Colocando, então, os ídolos pagãos e católicos de lado, quais são esses dos quais somos aqui advertidos pelo Apóstolo? As palavras precedentes nos mostram o significado desses. 'Este é o verdadeiro Deus', -- a finalidade de todas as almas que Ele criou; o centro de todos os espíritos criados; -- 'a vida eterna', -- o único alicerce da felicidade presente, assim como da felicidade eterna. A Ele, portanto, e tão somente, nosso coração é devido. E Ele não pode, Ele não irá, desistir de Seu título; ou consentir que ele seja dado a algum outro: Ele está dizendo continuamente a todo filho do homem: 'Meu filho, dá-me teu coração!'. E dar nosso coração a algum outro, é idolatria clara. Assim sendo, o que quer que tire nosso coração Dele, ou o divida com Ele, é um ídolo; ou, em outras palavras, no que quer que encontremos felicidade, e que seja independente de Deus.
4. Tome um exemplo do que ocorre, quase diariamente. A pessoa que tem estado, tanto tempo, envolvida no mundo, cercada e fatigada com abundância de trabalho, tendo, por fim, adquirido uma fortuna fácil, desprende-se de todos os negócios, e se retira para o interior, -- para ser feliz. Feliz em que? Para desfrutar. Porque ela pretende agora, dormir e passar o dia na inatividade agradável! Feliz em comer e beber o que seu coração desejar: talvez, uma refeição mais primorosa do que aquela dos velhos romanos, que festejaram sua imaginação antes que a iguaria fosse servida; e que, antes de deixar a cidade, confortaram-se com o pensamento de 'bacon gordo e repolho, também!'.
Feliz, -- em modificar, desenvolver, reconstruir, ou, pelo menos, decorar, a velha mansão que ele adquiriu; e, igualmente, em melhorar tudo ao redor dela; os estábulos, o alpendre, os jardins. Mas, neste meio tempo, onde Deus entrou? Em nenhum lugar, afinal. Ele não pensou Nele. Ele não pensou mais no Rei dos céus, do que no rei da França. Deus não estava nos seus planos. O conhecimento e amor de Deus estavam inteiramente fora de questão. Portanto, todo este esquema de felicidade no isolamento, é idolatria, do começo ao fim.
5. Se nós formos para os particulares, a primeira espécie desta idolatria é o que João denomina, odesejo da carne. Nós estamos aptos a tomarmos isto em um significado mais restrito, como se ele se referisse a um dos sentidos apenas. Não é assim: esta expressão igualmente se refere a todos os sentidos exteriores. Ela significa buscar a felicidade na gratificação de algum, ou de todos os sentidos externos; embora, mais particularmente, nesses três sentidos menores, -- gosto, cheiro e tato. Ela significa, o buscar a felicidade nisto, se não de uma maneira grosseira, de uma maneira indelicada, através da intemperança declarada, por meio da glutonaria ou bebedeira, ou desavergonhada devassidão; ainda que, de em uma forma regular de epicurismo; na sensualidade distinta; em tal curso elegante de auto-indulgência, como não a perturbar tanto a cabeça, quanto o estômago; como não a prejudicar, afinal, nossa saúde, ou envergonhar nossa reputação.
6. Mas nós não devemos supor que estas espécies de idolatria estão confinadas aos ricos e grandes. Nisto também, 'o dedo do camponês' (como nosso poeta fala) 'pisa no calcanhar do cortesão'.Milhares, da classe inferior, assim como os das classes altas, sacrificam suas vidas a estes ídolos; buscando sua felicidade (embora que de uma maneira mais humilde), em gratificarem seus sentidos exteriores. É verdade, que a carne, bebida, e os objetos deles são de um tipo inferior. Mas eles ainda elaboram toda a felicidade que eles tanto têm, quanto buscam; e usurpam os corações que são devidos a Deus.
7. A segunda forma de idolatria mencionada pelo Apóstolo é o desejo dos olhos: Ou seja: buscar a felicidade, em gratificar a imaginação (utilizando-se principalmente dos olhos); aquele sentido interno que é tão natural para os homens, quanto ver ou ouvir. Este é gratificado por tais objetos que são tanto grandes e bonitos quanto incomuns. Mas, assim como para os objetos grandes, parece que eles só se agradam deles, enquanto são novos. Fôssemos observar as Pirâmides do Egito, diariamente, durante um ano, que prazer elas proporcionariam, então? Mais ainda, que prazer um objeto maior do que esses -- o oceano, revolvendo a costa rica em moluscos, dá a alguém que esteja por tanto tempo acostumado a ele? Sim, que prazer nós recebemos, em geral, dos objetos maiores do Universo – do longínquo e amplo céu azul; terrivelmente largo, e maravilhosamente brilhante, com estrelas inumeráveis e luz incomensurável?
8. Os objetos bonitos são, em geral, a próxima busca de prazeres da imaginação. As obras da natureza, em particular. Assim, pessoas, em todas as épocas, têm se deleitado, com cenas rurais, e colinas e vales, e quedas d'água de correntezas murmurantes. Outros têm se agradado, em acrescentar arte à natureza, como nos jardins, com seus vários ornamentos: Outros com meras obras de arte; como edifícios, e representações da natureza, se em estátuas ou pinturas. Muitos, igualmente, encontrar prazer nas vestimentas bonitas, ou mobílias de vários tipos. Mas a novidade deve ser acrescentada à beleza; assim como a grandeza, ou, logo, ela tornar-se-á insípida ao sentido.
9. Nós estamos nos referimos à parte principal da beleza, ao prazer que muitos têm no seu animal favorito? Quem sabe, um pardal, um papagaio, um gato, um cachorro pequeno? Algumas vezes, isto pode ser devido a estes. Em outras, a nenhum, mas as pessoas agradam-se de poder encontrar alguma beleza, afinal, no favorito. Não, possivelmente ele seja superlativamente feio, aos olhos de todas as outras pessoas. Neste caso, o prazer parece surgir da mera extravagância ou capricho, ou seja, loucura.
10. Nós devemos nos referir ao ápice da novidade, principalmente, o prazer encontrado na maioria das diversões e deleites, os quais, fôssemos repeti-los diariamente, em poucos meses se tornariam extremamente chatos e insípidos? Ao mesmo tópico, nós podemos nos referir ao prazer que é obtido em colecionar curiosidades; se elas são naturais ou artificiais, quer velhas ou novas. Isto adocica o trabalho do virtuoso, e torna todo seu trabalho leve.
11. Mas não é principalmente à novidade que nós imputamos o prazer que recebemos da música? Certamente, esta tem uma beleza intrínseca, assim como freqüentemente, uma excelência intrínseca. Trata-se de uma beleza e grandeza de um tipo peculiar, não expressa facilmente; relacionada proximamente ao sublime e ao belo na poesia, que fornece um prazer raro. E, ainda assim, admite-se que a novidade salienta o prazer que se ergue de alguma dessas fontes.
12. Do estudo da língua, do Criticismo, e da História, nós recebemos um prazer de uma natureza mista. Em todos esses, existe sempre alguma coisa nova; freqüentemente, alguma coisa bela ou sublime. E a História não apenas gratifica a imaginação em todos esses aspectos, mas igualmente nos satisfaz, por tocar em nossas paixões, nosso amor, desejo, alegria, devoção. A última desses nos oferece um prazer enorme, embora estranhamente misturado com uma espécie de dor. De modo que alguém não deve se admirar da exclamação de um poeta refinado.
O que é toda alegria e jovialidade, a não ser uma turbulência impura,
Quando a beleza é comparada à melancolia divina?
13. O amor à novidade é incomensuravelmente gratificado pela filosofia experimental; e, na verdade, por todo ramo da filosofia natural; que abre um campo imenso para as descobertas ainda novas. Mas não existe igualmente um prazer nisto, assim como nos estudos matemáticos e metafísicos, que não resultam da imaginação, mas do exercício do entendimento? A menos que nós digamos que a novidade das descobertas que fazemos, através das pesquisas matemáticas ou metafísicas seja uma razão, pelo menos, se não o principal, dos prazeres que recebemos disto.
14. Eu insisto muito mais nessas coisas, porque bem poucos as vêem, sob o verdadeiro ponto de vista. A generalidade dos homens, e, mais particularmente, dos homens de consciência e eruditos, está tão longe de suspeitar que existe, ou pode existir, o menor perigo nelas, que ela acredita seriamente que se trata de motivo de grande prazer, dedicar-se totalmente a elas. Quem deles, por exemplo, não se admiraria e elogiaria a engenhosidade incansável do grande filósofo que diz: 'Eu estou há trinta e oito anos em minha paróquia de Upminster, e estou certo de que existem não menos do que cinqüenta e três espécies de borboletas nela: Mas se Deus me concedesse alguns anos mais de vida, eu não duvido que eu pudesse demonstrar que existem cinqüenta e cinco!'Eu admito que a maioria desses estudos tem seu uso, e que é possível usá-los, sem abusar deles. Mas se nós formos buscar nossa felicidade nestas coisas, então, ela se torna um ídolo. E o desfrutar dele, não obstante, possa ser admirado ou aplaudido pelo mundo, é condenado por Deus, como nem melhor, nem pior do que a idolatria condenável. 
15. A terceira coisa, o amor ao mundo, o Apóstolo fala sob aquela expressão incomum - hE alazoneia ta biou, - que é afirmada por nossos tradutores, como o orgulho da vida. Usualmente se supõe que ela signifique a pompa e esplendor daqueles que são de uma classe mais alta. Mas ela não tem um sentido mais extenso? Ela, preferivelmente, não significa buscar felicidade no louvor de homem, que, acima de todas as coisas, produz orgulho? Quando isto é buscado, de uma maneira mais pomposa, pelos reis ou homens ilustres, nós chamamos de 'sede de glória'; quando é buscada, de uma maneira mais simples, pelos homens comuns, nós denominados 'cuidar de nossa reputação'. Em termos claros, é buscar a honra do que vem de homens, em vez daquela que vem de Deus apenas.
16. Mas o que cria uma dificuldade aqui é isto: Nós somos requeridos não apenas para 'não ofender a quem quer que seja', e 'providenciar coisas honestas aos olhos de todos os homens', mas para 'agradar a todos os homens, para a sua boa edificação'. Mas quão difícil é fazer isto com um olho único em direção a Deus! Nós devemos fazer tudo que se nos apresenta, para impedirmos 'que falem mal a respeito do bem que existe em nós'. Sim, nós devemos valorizar uma reputação limpa, se for dado a nós, apenas menos do que uma boa consciência. Mas, ainda assim, se nós buscamos nossa felicidade nisto, nós seremos capazes de perecer em nossa idolatria.
17. A quais, desses tópicos precedentes, o amor ao dinheiro se refere? Talvez, algumas vezes, a um, e, algumas vezes, a outro, já que ele é um meio de gratificar, tanto o 'desejo da carne', por causa 'do desejo dos olhos', quanto 'o orgulho da vida'.  Em qualquer um desses casos, o dinheiro é apenas buscado com o objetivo de uma finalidade mais além. Mas ele é buscado, algumas vezes, por amor a ele, sem qualquer outra visão mais adicional. Alguém que seja devidamente um sovina ama e busca o dinheiro, por amor a ele. Ele não busca coisa alguma além, a não ser, colocar sua felicidade em adquiri-lo ou possuí-lo.  E isto é uma espécie de idolatria distinta de todas as precedentes; e, certamente, a mais vil, e mais comum idolatria que uma alma humana é capaz. Buscar felicidade, tanto em gratificar este ou outro dos desejos acima mencionados é efetivamente renunciar ao Deus verdadeiro, e colocar um ídolo em seu lugar. Em uma palavra, existem tantos objetivos no mundo, em que os homens buscam felicidade, em vez de buscarem-na em Deus; tanto ídolos em que eles colocam seus corações; tantas espécies de idolatria que eles praticam.
18. Eu gostaria de levar ao conhecimento, apenas de mais uma, embora ela, em alguma medida, possa ser incluída em diversas das precedentes; sim, em muitos aspectos, sendo distinta de todas elas; ou seja, idolatrar a criatura humana. Sem dúvida, é da vontade de Deus que nós todos possamos amar uns aos outros. É sua vontade que possamos amar nossas relações, e nossos irmãos cristãos, com um amor peculiar; e esses em particular, a quem Ele tem feito particularmente úteis à nossas almas. Esses nós somos ordenados a 'amar fervorosamente'; ainda assim, 'com o coração puro'. Mas isto não é 'impossível para o homem?'. Preservar a força e ternura da afeição, e, ainda assim, sem qualquer mancha na alma, com pureza imaculada? Eu não quero dizer apenas não maculada pela luxúria. Eu sei que isto é possível. Eu sei que uma pessoa pode ter uma afeição inalterável por outra, sem qualquer desejo deste tipo. Mas ele é sem idolatria? Não se trata de amar a criatura mais do que o Criador? Não é colocar um homem ou uma mulher, no lugar de Deus? Dando a eles seu coração? Que isto seja cuidadosamente considerado, até mesmo, por aqueles a quem Deus tem reunido; através dos maridos e esposas; pais e filhos. Não se pode negar que esses devem amar um ao outro ternamente? Eles foram ordenados a assim fazerem. Mas eles não foram ordenados, nem lhes foi permitido, amarem um ao outro de maneira idólatra. Ainda assim, quão comum é isto! Quão freqüentemente, um marido, uma mulher, um filho, são colocados no lugar de Deus. Quantos destes que são considerados bons cristãos fixam suas afeições, uns nos outros, de modo a não deixarem lugar para Deus! Eles buscam sua felicidade na criatura, não no Criador. Um pode verdadeiramente dizer ao outro: Eu te vejo, Senhor, e objetivo de meus desejos.
Ou seja: 'Eu desejo nada mais, a não ser a ti! Tu és a coisa que eu tanto busco! Todos os meus desejos estão em ti, e junto à lembrança de teu nome'. Agora, se isto não é idolatria clara, eu não saberei dizer o que poderá ser.
II

Tendo considerado largamente o que são esses ídolos, dos quais o Apóstolo fala, eu vou inquirir agora (o que pode ser feito mais sumariamente) como nós podemos nos precaver deles. 
1. Com este objetivo, eu aconselharia você, Em Primeiro Lugar, a estar profundamente convencido de que nenhum deles traz felicidade; que nenhuma coisa, nenhuma pessoa debaixo do sol; não, nem um amontoado de todos juntos, pode dar alguma felicidade sólida, satisfatória a algum filho do homem. O próprio mundo, leviano, imprudente, reconhece isto, sem refletir a respeito, enquanto ele considera, ou, mais do que isto, enquanto ele mantém veementemente que 'nenhum homem sobre a terra está satisfeito'. A mesma observação foi feita há dois mil anos: --
Permita seja dada ao homem, fortuna, ou escolha de posição;
ainda assim, ninguém sobre a terra viverá satisfeito.
    
E se nenhum homem sobre a terra está contente, é certo que nenhum homem é feliz. Porque qualquer que seja a posição em que ele se encontre, o descontentamento é incompatível com a felicidade.
2. De fato, não apenas a parte inconseqüente do mundo, mas a parte pensante concorda que nenhum homem está satisfeito; a melancolia prova o que vemos, de todos os lados, no alto e no baixo, no rico e no pobre. E, geralmente, quanto mais entendimento eles têm, mais descontentes eles estão, porque eles sabem, com maior distinção, pelo que se queixam, e pelo que sentem dor. É verdade, que cada um tem (para usar de um jargão atual, e um excelente) seu cavalinho de pau[brinquedo de criança], alguma coisa que agrada ao garoto grande, por algumas poucas horas ou dias, e nisto ele espera ser feliz! Mas, embora a esperança floresça eterna no peito do homem; o homem nunca é feliz; mas estará sempre pronto a ser. Ainda que ele esteja caminhando na sombra inútil, que logo irá desaparecer!
Assim sendo, aquela experiência universal, nossa e de todos os novos amigos e familiares, claramente prova que, como Deus fez nossos corações para si mesmo, então eles não terão descanso, até que repousem Nele; até que nós nos familiarizemos com Ele, nós não estaremos em paz. Como 'um escarnecedor' da sabedoria de Deus 'busca sabedoria e não a encontra'; assim, um escarnecedor da felicidade em Deus, busca felicidade, mas encontra nenhuma.
3. Já que você está totalmente convencido disto, eu o aconselho, em Segundo Lugar, a parar e considerar sobre si mesmo.Você pretende ser um tolo e um louco todos os seus dias? Já não está em tempo de cair em si? Finalmente, acorde do sono, e chacoalhe o pó! Liberte-se desta idolatria miserável, e 'escolha a melhor parte!'. Decida-se, firmemente, a buscar a felicidade onde ela pode ser encontrada; onde ela não poderá ser buscada em vão. Decida-se a buscá-la no Deus verdadeiro, a fonte de toda bem-aventurança; e não se demore! Coloque em execução, imediatamente, o que você resolveu! Vendo que 'todas as coisas estão prontas''familiarize-se com Ele, e esteja em paz'.
4. Mas não resolva, ou tente executar sua resolução, confiando em suas próprias forças. Se você o fizer, você irá se frustrar extremamente.Você não será capaz de satisfazer-se com o mundo pecaminoso, muito menos com seu próprio coração pecaminoso; e, menos do que tudo, com os poderes da escuridão. Clame, portanto, ao Forte, por força. Debaixo de um profundo senso de sua própria fraqueza e desamparo, confie no Senhor Jeová, em quem está a força eterna. Eu o aconselho a clamar por Ele por arrependimento, em particular; não apenas para uma consciência plena de sua impotência, mas por um senso agudo da culpa excessiva, vileza, e loucura da idolatria que há tanto tempo o tem tragado. Clame por um conhecimento completo de si mesmo; de toda a sua propensão ao pecado e culpa. Ore para que você possa estar completamente revelado a si mesmo; para que você possa se conhecer como você também é conhecido. Quando, você, então, possuir esta convicção genuína, todos os seus ídolos perderão seus encantos. E você irá se surpreender, em como você pode, por tanto tempo, curvar-se sobre essas coisas, em que não se pode confiar, e que tão freqüentemente se afundaram debaixo de você.
5. O que você poderia ter perguntado a seguir?
"Jesus, agora que eu perdi tudo; permita-me cair sobre teu peito!".
Tu não disseste, 'Se tu creres, tu verás a glória de Deus? Senhor, eu poderia crer! Ajuda-me, em minha descrença. E me ajuda agora! Ajuda-me agora a entrar no descanso que permanece para o povo de Deus; para aqueles que deram seu coração a Ti, todo seu coração; que receberam a Ti como seu Deus e seu tudo. Ó Tu que és mais fiel, do que os filhos dos homens; cheios de graça são teus lábios! Fala, para que eu possa ver a Ti!E como as sombras que fogem diante do sol, então permita que todos os meus ídolos desapareçam à Tua presença!'.
6. Do momento em que você começar a experimentar isto, lute a boa luta da fé; Tome o reino dos céus, com veemência! Tome-o, como se ele fosse, através de uma tempestade! Negue a si mesmo, todo prazer que você não está divinamente consciente que o leva para mais perto de Deus. Tome sua cruz diária: Não se importe com a dor, se ela se colocar em seu caminho. Nada é impossível ao que crê: Você pode fazer todas as coisas, através de Cristo que o fortalece. Faça-o corajosamente; e apresse-se para a liberdade, com a qual Cristo o faz livre. Sim, siga em Seu nome, e no poder de Sua força, até que você 'conheça todo o amor de Deus que ultrapassa todo entendimento'. E, então, você terá apenas que esperar, até que Ele o chame ao Seu reino eterno!
[Editado por Michael Anderson, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções por George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.]

01/11/13

Êxodo


Chave: Redenção
Êxodo; saída.

Assim como Gênesis é o livro dos começos, Êxodo é o livro da redenção. O livramento dos israelitas oprimidos do Egito é tipo de toda a redenção. (I Coríntios 10:11). A severidade da escravidão no Egito (tipo do mundo) e Faraó (um tipo de Satanás) Exigiam por assim dizer, a preparação do libertador Moisés (2:1-4:31), um tipo de Cristo. A luta com o opressor (5:1-11:10) culmina com a partida (grego, êxodo ou saída) dos hebreus do Egito. São remidos pelo sangue do cordeiro pascoal (12:1-28) e pelo poder de Deus manifestado na travessia do mar Vermelho (13:1-14:31). A experiência da redenção, festejada mediante o cântico triunfal dos redimidos (15:1-21), é seguida pela prova que têm de enfrentar no deserto (15:22-18:27). No monte Sinai a nação redimida aceita a lei (19:1-31:18). O não depender da graça conduz a infração e à condenação (32:1-34:35). Contudo, triunfa a graça de Deus ao ser dado ao povo o tabernáculo, o sacerdócio e os sacrifícios, mediante os quais o povo redimido podia adorar o Redentor e ter comunhão com ele (36:1-40:38).

Autor:
Embora o livro de Êxodo não declare em nenhum lugar que Moisés fosse seu autor, toda a lei abrangida pelo Pentatêuco, que compreende principalmente a parte que se estende desde Êxodo 20 e atravessa o livro de Deuteronômio, declara mediante termos positivos e explícitos seu caráter mosáico. Afirma-se que Moisés é o escritor do livro do pacto (capítulos 20 a 23) que abrange os dez mandamentos bem como os juízos e as ordenanças que os acompanham (24:4, 7). Afirma-se que o assim chamado código sacerdotal, que se ocupa do ritual do tabernáculo e do sacerdócio que figura no restante do livro do Êxodo (exceto os capítulos 32 a 34), foram dados diretamente por Deus a Moisés (25:1, 23, 31; 26:1, e assim por diante). O levantamento do tabernáculo apresenta-se como um trabalho "segundo o Senhor havia ordenado..."Tanto esta terminologia como outras semelhantes aparecem muitas vezes nos capítulos 39 e 40. A paternidade literária mosaica é igualmente ressaltada numa destacada seção narrativa: a vitória de Israel sobre Amaleque (17:4). Em uma referência tomada do capítulo 3 do Êxodo, o Senhor Jesus denomina o Pentateuco em geral e o Êxodo em particular, "o livro de Moisés" (Marcos 12:26). A atual exegese conservadora, bem como a tradição, sempre afirmaram que Moisés é o autor. As teorias de alguns críticos não nos oferecem substitutivo adequado para a autenticidade mosaica.

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Merrill F. Unger
Doutor em Filosofia e Letras


30/10/13

Gênesis



Gênesis; Do grego genesis, origem.

Gênesis pode ser descrito com exatidão como o livro dos inícios. Pode ser dividido em duas porções principais. A primeira parte diz respeito à história da humanidade primitiva (caps. 1-11). A segunda parte trata da história do povo específico que Deus escolheu como o Seu próprio (caps.12-50), para si. O autor apresenta o material de forma extremamente simples. Oferece dez "histórias que podem ser prontamente percebidas segundo o esboço do livro. Algumas dessas histórias são breves e muito condensadas, mas, não obstante, ajudam a completar o conteúdo. É bem possível que o autor do livro tenha empregado fontes informativas, orais e escritas, pois seus relatos remontam à história mais primitiva da raça humana. Embora muito se tenha escrito sobre o assunto das possíveis fontes literárias do livro de Gênesis, há muitas objeções válidas que nos impedem de aceitar os resultados da análise destas "fontes".

O livro de Gênesis salienta, por todas as suas páginas, a desmerecida graça de Deus. Por ocasião da criação do mundo, a graça se exibe na maravilhosa provisão preparada por Deus para as Suas Criaturas. Na criação do homem, a graça de Deus se manifesta no fato que ao homem foi concedida até mesmo a semelhança com Deus. A Graça de Deus se evidencia até mesmo no dilúvio. Abraão foi escolhido, não por merecimento, mas antes, devido ao fato de Deus ser cheio de graça. Em todos os seus contatos com os patriarcas. Deus exibe grande misericórdia: sempre recebem muito mais favor do que qualquer deles poderia ter merecido.

Há uma outra importante característica do livro de Gênesis que não se pode esquecer, a saber, o modo eminentemente satisfatório pelo qual responde nossas perguntas sobre as origens. O homem sempre haverá de querer saber como o mundo veio à existência. Além disso, sente bem dolorosamente o fato de que alguma grande desordem caiu sobre o mundo, e gostaria de saber qual a sua natureza; em suma, preocupa-se em saber como o pecado e todas as suas tremendas consequências sobrevieram. E, finalmente, o homem precisa saber se existe alguma esperança básica e certa de redenção para este mundo e seus habitantes de que consiste essa esperança, e como veio a ser posse do homem.

Autor:
Ninguém pode afirmar com absoluta certeza que sabe quem escreveu o livro de Gênesis. Visto que Gênesis é o alicerce necessário para os escritos de Êxodo a Deuteronômio, e visto que a evidência disponível indica que Moisés escreveu esses quatro livros, é provável que Moisés tenha sido o autor do próprio livro de Gênesis. A evidência apresentada pelo Novo Testamento contribui para essa posição (cfe. especialmente João 5:46-47); Lucas 16:31; 24:44). Na tradição da Igreja, o livro de Gênesis tem sido comumente designado como Primeiro Livro de Moisés. Nenhuma evidência em contrário tem sido capaz de invalidar essa tradição.

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Traduzido por João Bentes, da Holman Study Bible, publicada pela A. J. Holman Co. de Philadelphia, Pa (EUA), cfe. A Bíblia Vida Nova, S.R. Edições Vida Nova, São Paulo, Brasil, 1980.

29/10/13

Comentário: O livro de Rute


Rute


O livro de Rute descreve a direção providencial de Deus na vida de uma família israelita. Devido à morte do genitor e de seus dois filhos em terra estrangeira, correm perigo o nome e a herança desta família. Contudo, a situação extrema do homem é a oportunidade de Deus. Por força da conduta de um parente que, inspirado por nobres ideais, cumpre suas obrigações, a linha hereditária permanece inalterada. A união de Boaz, o hebreu, e Rute, a moabita, converte-se no meio pelo qual Deus cumpre seu misericordioso propósito. Com relação à mensagem toda das Escrituras Sagradas, o livro nos porporciona uma perspectiva da história do Natal e dos acontecimentos do Pentecoste. A genealogia culmina no rei teocrático Davi, a cuja linha genealógica é prometido o advento do Messias. Isto, ocorre com a inclusão de uma mulher de descendência moabita, mediante a qual se abre diante de nossos olhos a perspectiva pentecostal do significado universal do Messias: não é somente o Salvador de Israel, mas da raça humana.


Autor:

No grego, e em traduções posteriores, o livro de Rute vem em seguida ao de Juízes, visto que foi em seu tempo que ocorreu a história narrada neste livro. Na Bíblia hebraica, faz parte dos chamados escritos sagrados, uma subdivisão dos cinco pergaminhos que se liam em público nos dias de festa de Israel. A história de Rute culmina na época da colheita. Este relato era lido, em geral, durante a semana, ou festa da colheita do trigo, que se denominou mais tarde festa de Pentecoste. Não se conhece seu autor. O anúncio do capítulo 1:1 no sentido de que a história aconteceu "nos dias em que julgavam os juízes", indica que a época dos juízes pertencia ao passado. Pela forma como o autor escreve acerca de Davi em 4:17 e da genealogia em 4:18-22, fica demonstrado que conhecia o esplendor do reino de Davi. Esta consideração indicaria que o livro foi escrito antes que o reinado perdesse sua glória, possivelmente na última parte do reinado de Davi ou imediatamente depois.


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P. A. Verhoef

Doutor em Teologia

13/07/13

Como usar a Bíblia?

http://novotempo.com/3dicas/files/2012/04/SE_22.jpgConheci um jovem mergulhado nas drogas e com a vida toda comprometida pelo mal. “Misteriosamente”, surgiu em seu coração o desejo de ler a Bíblia. A princípio, era algo quase impossível para ele, mas, por causa de sua insistência, começou lentamente a gostar do conteúdo dos evangelhos.  A figura de Jesus o emocionava muito e, em sua mente, formavam-se quadros mentais com as cenas da vida de Cristo. Cada cena imaginada, em profunda meditação, lhe permitia experimentar “pessoalmente” os episódios vividos por Jesus. Então, num dado momento, aquele jovem  percebeu que já não tinha mais vontade de usar drogas. Sentia-se tão amado por Jesus que não podia mais viver sem Sua presença.
Algumas pessoas entram em contato com a Bíblia e sofrem mudanças profundas e definitivas, ao passo que outras afirmam friamente nada ter acontecido. Qual a explicação para isso?
Tenho observado que existe uma grande diferença entre “ler a Bíblia” e “entrar em contato com a mente de Deus”.
Ler a Bíblia pode ser algo casual, descomprometido, sem continuidade, feito apenas por curiosidade e sem a profundidade necessária. Assim, o leitor nunca se deparará com o autor da “Palavra” e sua leitura será árida e sem sabor. Contudo, no caso de um leitor sincero, o estudo da Bíblia oferecerá uma visão ampla do caráter de Deus e o desejo de conhecê-Lo mais.
Quando você usa o Texto Sagrado com a devida compreensão de que é Deus quem está falando diretamente com você, o contato com a Bíblia ganha um novo sabor. É necessário ultrapassar a barreira do texto a fim de entrar em contato com o que Deus está realmente dizendo para você. O importante é conhecer os Seus sonhos, sentimentos e convites amoráveis. Assim, a Bíblia deixa de ser simplesmente Bíblia (coleção de livros inspirados) e passa a ser a Palavra de Deus para a sua vida.

Como posso alcançar esse tipo de experiência com Deus?
Não há duvida de que o principal veículo para ouvir a voz de Deus é a Bíblia. Quando leio a Palavra, o Espírito Santo fala ao meu coração e revela-me a Sua vontade. Depois de orar e cantar, abro as Escrituras para receber a voz de Jesus (Apocalipse 1:3, João 17:17, Romanos 10:17). Cristo deseja que eu aprenda a confiar inteiramente nEle, tornando-me manso e humilde. Isso me ajudará a encarar as grandes dificuldades da vida com coragem e perseverança, mantendo-me sempre no Caminho (Mateus 11:28-30, Hebreus 10:38, Mateus 10:38, João 15:7,10,17).

Quais são as principais funções da Bíblia?
“Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece ternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada” (1Pedro 1:23 a 25). Leia também outros textos que falam sobre as funções da Bíblia: João 5:39-40; Romanos 15:4; 2Timóteo 3:16. O sonho de Deus consiste em regenerar-nos, com o objetivo de restabelecer nosso relacionamento perfeito com Ele.

Exercícios especiais para desenvolver a intimidade com a Bíblia:
1. Observe o contexto: O assunto do capítulo, o tema central do texto, quais são os personagens e a natureza da mensagem:  correção,  ensino, alerta ou promessa (2Timóteo 3:16);
2. Procure pérolas, ou seja, pensamentos e promessas especiais para sua vida e registre-as em sua agenda (Provérbios 2:4);
3. Escolha uma história bíblica e entre na cena como um personagem. Sinta o ambiente, o cheiro, as cores, os detalhes e interaja com as pessoas. Veja as dicas de Max Lucado: "Vamos seguir as pegadas de Suas sandálias. Vamos nos sentar no chão duro e frio da gruta onde Ele nasceu. Vamos sentir o cheiro de serragem de Sua carpintaria. Vamos ouvir Suas sandálias golpeando o chão duro das trilhas da Galileia. Vamos suspirar ao tocar as feridas curadas do leproso. Vamos sorrir ao ver Sua compaixão para com a mulher junto ao poço. Vamos deixar que nossa voz se eleve com os louvores da multidão. Vamos tentar vê-Lo";
4. Relacione textos que falam sobre o mesmo assunto, formando uma cadeia. Observe o que ensinam e como se complementam (Isaías 28:10);
5. Ao final de cada meditação, ofereça um presente a Deus, baseado no seu relacionamento pessoal com Ele. Exemplos: seu coração, alguma renúncia, uma entrega, uma oferta...;
6. Identifique textos bíblicos que são respostas e formule as perguntas equivalentes. Forme um catálogo de respostas para a sua vida e para ajudar outras pessoas;
7. Escolha temas para a sua investigação bíblica.
A Bíblia é formada por histórias, poesias, cartas e profecias. Tudo isso são recursos divinos para revelar o amor de Deus por nós e ajuda-nos a termos melhor qualidade de vida. Sua função original é a de transformação de corações, e isso ocorre por meio da comunicação com Deus que ela proporciona. Quando há boa disposição, sinceridade, compromisso, decisão, oração e busca, as Escrituras Sagradas podem cumprir seu objetivo de salvação. Faça sua experiência pessoal com a Bíblia e desfrute de seus maravilhosos benefícios.

Algumas dicas para manter o coração na Palavra:
1. Agenda de intimidade com Deus – tenha uma agenda especial para registrar as mensagens de Deus para você e outros detalhes do seu relacionamento com Ele.
2. Memorize textos bíblicos – na maioria dos casos, acabamos decorando textos bíblicos de forma natural, quando meditamos neles.
3. Use a Bíblia para conversar com Deus - quando você lê a Bíblia, é Deus quem está falando e quando você fala Ele pode ouvir. Assim, você conversa com o Criador, ouvindo e falando com Ele.
4. Sempre que estiver sozinho, converse com Jesus em voz alta e repita texto das Escrituras Sagradas. E quando estiver com alguém, e tiver a oportunidade, conte sobre sua experiência com a Bíblia.

Vantagens científicas da meditação
Milhões de pessoas começam o dia orando e meditando e sentem que isso faz bem ao cérebro. Parece que quando nos levantamos e imediatamente iniciamos nossa correria, sem dirigirmos a mente a Deus, o dia não é tão agradável.
Segundo a Revista Scientific American, acontecem coisas muito especiais em nossa mente durante o momento da meditação. Ele aquieta regiões normalmente vigilantes; aguça os centros pensantes; promove sensação de centramento, calma e lucidez que permanecerá ao longo de todo o dia (“24 Horas na vida do seu cérebro”, Scientific American Brasil, páginas, 43-44).
Observe o que a ciência tem a nos dizer sobre a meditação: “Os estudos de imagens cerebrais mostram que a prática da meditação pode, a longo prazo, alterar a estrutura do cérebro, espessando o córtex, mudando o tipo e o ritmo das ondas cerebrais e apurando nossa capacidade de concentração. Meditar também reduz a ansiedade, a pressão sanguínea e o estresse (24 Horas na Vida do Seu Cérebro, Scientific American Brasil, páginas, 44)”.
É maravilhoso contemplarmos a ciência comprovando,  a eficácia daquilo que Jesus prescreveu para os seus seguidores: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).
Buscar o reino de Deus envolve emprenhar-se na prática da meditação, de preferência na  primeira hora de cada dia e com a Bíblia na mão. Assim, a mente recebe fortalecimento emocional, espiritual e físico. A ansiedade é controlada e adquire-se força e vigor.
O fortalecimento das faculdades emocionais depende, em grande parte, da harmonia com o Criador. Além de todos os benefícios, existe um que se destaca. Trata-se da correção do senso de valor próprio, que acontece naturalmente no processo da meditação.
Como você pôde perceber, meditar em Deus é algo vital para o homem. Deus criou o ser humano para relacionar-se com Ele e a meditação é a melhor oportunidade para garantir essa oportunidade.
Finalmente, Deus tem um apelo para nós hoje:  "Os meus olhos antecipam-se às vigílias noturnas, para que eu medite nas tuas palavras" (Salmo 119:148).”Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus” (João 3:21). ”Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tiago 1:22 a 25). “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Ouça a voz de Deus, leia a Bíblia e pratique os seus ensinos.
Autor: Manassés Queiroz

11/07/13

Criacionismo X Evolucionismo

Pedido de oração

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